Rosa é cor de menino e minha
Dar o corpo é coisa de gente
Dar demais é coisa de gente
que dá
demais
Azul é cor de menino
Comer é coisa de genteComer demais é coisa de gente
Que come
Azul é cor de menina
Rosa é cor de coração
Azul é cor de dor
Rosa é cor de bom senso
Rosa é liso
Azul é áspero
Rosa é
ser azul também
Azul é cor e rosa,
É de menina,
Com delineador
Coréia,
norteia às cores, o mundo.
Internetialize-nos,
Cores já não bastam.
Agora a gente alisa!,
Alisa para ser e é agredido por
quem?
quer que seja.
Me coro de constrangimento.
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Bom, esse poema foi inspirado num post do facebook do Gustavo Kaneto, também conhecido como meu amigo guguinho.
Isso não deveria ser postado agora, por uma questão de ordem. Primeiro deveria vir a poesia de amanhã.Porém, não dá para segurar. Turminha, dane-se o que Samuel faz com seu cabelo. Foda-se o que Maria faz com sua camisa. E daí o que Manolo faz com seu cú?
Muita gente, no afã de agredir, agride com a pedra do inimigo. Diz do homofóbico: seu bicha!, como se isso fosse ofensa. Sou bicha. Macho pra caralho e bicha. Vem ver, pega aqui só.
Então, turminha, se liga, preconceituoso é a gente. Eu. Você. O moço que só põe azul no filhão. A moça que só veste a filha de princesa. Eu, você.
Não acabou, não acaba nunca até que acabe. Enquanto "vadia", "viado", "corno" e mais, forem ofensas, tamos aí, para lembrar que rosa é cor de menino e azul é cor de menina.
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